O Singapore Sling, da Islândia, é uma das banda preferidas aqui no Floga-se. Shoegaze psicótico, com ruídos em alta agudez, e melodias nada doces, o grupo chegou ao sétimo disco de estúdio em 2014, com “The Tower Of Foronicity”, pela classuda Fuzz Club Records (leia mais e ouça na integra aqui).
O cérebro da empreitada é Henrik Björnsson (leia minha entrevista com ele aqui), um islandês doidão que possui influências ácidas inseridas diretamente na sua obra. É só ver a lista dos dez discos que mudaram a vida dele, logo abaixo. Há, de Cramps, Velvet, Suicide e Jesus & Mary Chain, um rol impressionante de referências diretas quando se trata justamente da música do Singapore Sling, que é, afinal, uma mistura de tudo isso.
Björnsson é direto, escreve pouco e não se aprofunda muito nos motivos de cada escolha, mas ao ouvir os discos do Singapore Sling, em especial os dois primeiros, “The Curse Of Singapore Sling” (2002) e “Life Is Killing My Rock’n’Roll” (2004), percebe-se que nem é preciso. Björnsson é o que você ouve em suas obras. Exatamente isso.
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The Velvet Underground – “White Light/White Heat” (1968)
O mais criativo e original disco que já ouvi. Comecei a fazer música depois de ouvir esse disco.
Ouça “Here She Comes Now”:
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Suicide – “Suicide” (1977)
Apenas perfeito e incrivelmente inspirador.
Ouça “Ghost Rider”:
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The Jesus & Mary Chain – “Barbed Wire Kisses” (1988)
O disco mais obscuro e fodão deles. Seus lados b são frequentemente mais interessantes.
Ouça “Everything’s Alright When You’re Down”:
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Pussy Galore – “Right Now!” (1987)
O disco mais impiedoso que já ouvi.
Ouça “Biker-Rock-Loser”:
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The Cramps – “Psychedelic Jungle” (1981)
Esse é o disco mais bacana deles.
Ouça “Voodoo Idol”:
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The Brian Jonestown Massacre – “Thank God For Mental Illness” (1996)
Todos os discos deles são brilhantes, mas esse em especial é um favorito por conta de sua atitude absolutamente fodona. E que título brilhante.
Ouça: “Ballad Of Jim Jones”:
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Wite – “154” (1979)
Ou disco incrivelmente criativo e original.
Ouça “I Should Have Known Better”:
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The Stooges – “The Stooges” (1969)
É difícil escolher entre seus três discos de estúdio, mas esse foi o que me apresentou a eles (N.E.: Bjornsson se refere obviamente aos três discos de estúdio lançados na primeira fase da banda, já que em 2007 e 2013 o Stooges lançou mais dois discos, totalizando cinco na carreira). A maior banda de rock’n’roll da história.
Ouça “1969”:
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Evil Madness – “Café Cicago” (2010)
Esse é o meu disco islandês preferido. Pra mim, é a música verdadeiramente psicodélica, feita com sintetizadores e baterias eletrônicas. Você não precisa de uma guitarra e um pedaleira pra fazer música psicodélica.
Ouça “Female Alien Fantasy”:
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Vários – “Rockabilly Psychosis And The Garage Disease” (1984)
Uma grande coletânea que me apresentou a muitas bandas e que eu ainda adoro, como The Gun Club e The Sonics.
Ouça “Jack On Fire”:
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Na edição anterior, “Os Discos da Vida: Black Polygons”.